Descrição
As reflexões e pesquisa apresentadas neste livro começaram com um
contato inicial com jovens lideranças do Real Parque. Essas jovens
trabalhavam como estagiárias na ONG Casulo, que concedia bolsas
de estudos para formar professores junto ao Instituto Singularidades.
A pesquisadora Mônica do Amaral acompanhou a atuação e a
angústia desses jovens. Em meio às orientações da ONG e empresas
financiadoras, as necessidades da comunidade ficaram em segundo
plano, já que extrapolavam as prioridades definidas pela instituição.
Uma questão considerada prioritária pelas lideranças era o
atendimento das expectativas dos jovens, que queriam, não apenas,
formar-se como mão-de- obra qualificada, mas, sobretudo
aprofundar-se naquilo que já fazia parte de suas vidas. Ou seja, a
dança break, o grafitti e o rap. Além disso, como grande parte das
famílias que moravam no Real Parque era oriunda da região
nordeste, a capoeira, o maracatu e outras tradições culturais
nordestinas também estavam entre suas prioridades. Os jovens
desejavam, portanto, formular sua própria estética e ter suas culturas
reconhecidas, do mesmo modo que pretendiam ser os porta-vozes
daquela comunidade de famílias. A jornada desses jovens é uma longa história sobre a qual nos
debruçaremos ao longo desta narrativa.
Posição #19711 na lista de mais vendidos da Livraria 30porcento.
Dados Técnicos
Páginas: 257
Peso: 301g
ISBN: 9788579394300