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O lirismo de Domingos Pellegrini evoca um mundo perdido: as experiências inaugurais da infância, grandes aventuras no pequeno mundo de uma rua, o amor e o afeto dentro de uma família. Como um Proust de linguagem contida, o autor desenrola o novelo da memória, e o leitor se emociona. Mas este mesmo lirismo, e a emoção que suscita, é uma arma afiada. Em vez de olhar o passado com nostalgia pelos olhos do presente, os contos de Pellegrini invertem a perspectiva para colocar em cheque o mundo presente pelos olhos da memória. A lembrança, a infância, a meninice sempre recorrente nos contos aq... [Leia mais]

O lirismo de Domingos Pellegrini evoca um mundo perdido: as experiências inaugurais da infância, grandes aventuras no pequeno mundo de uma rua, o amor e o afeto dentro de uma família. Como um Proust de linguagem contida, o autor desenrola o novelo da memória, e o leitor se emociona. Mas este mesmo lirismo, e a emoção que suscita, é uma arma afiada. Em vez de olhar o passado com nostalgia pelos olhos do presente, os contos de Pellegrini invertem a perspectiva para colocar em cheque o mundo presente pelos olhos da memória. A lembrança, a infância, a meninice sempre recorrente nos contos aqui reunidos, são pedras de toque, repositórios de humanidade que se levantam contra a dureza e desumanização do tempo presente. Estes Contos antológicos revelam a raridade de um autor que constrói a beleza e a ficção para, em vez de nos retirar do mundo, lançar-nos com força no difícil coração da realidade.
O lirismo de Domingos Pellegrini evoca um mundo perdido: as experiências inaugurais da infância, grandes aventuras no pequeno mundo de uma rua, o amor e o afeto dentro de uma família. Como um Proust de linguagem contida, o autor desenrola o novelo da memória, e o leitor se emociona. Mas este mesmo lirismo, e a emoção que suscita, é uma arma afiada. Em vez de olhar o passado com nostalgia pelos olhos do presente, os contos de Pellegrini invertem a perspectiva para colocar em cheque o mundo presente pelos olhos da memória. A lembrança, a infância, a meninice sempre recorrente nos contos aqui reunidos, são pedras de toque, repositórios de humanidade que se levantam contra a dureza e desumanização do tempo presente. Estes Contos antológicos revelam a raridade de um autor que constrói a beleza e a ficção para, em vez de nos retirar do mundo, lançar-nos com força no difícil coração da realidade.