Maldito seja Dostoiévski, livro de Atiq Rahimi

Maldito seja Dostoiévski


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Descrição
Em seu quarto romance publicado no Brasil pela Estação Liberdade, o premiado escritor Atiq Rahimi assina um relato incandescente que nos faz refletir sobre a justiça e a moral, a incoerência do conceito pré-estabelecido sobre o crime e o poder modificador da culpa. No Afeganistão dos anos 1990, o jovem desempregado Rassul planeja um assassinato nos moldes daquele cometido por Raskólnikov, herói de Dostoiévski em Crime e castigo. O plano de eliminar a velha desprezível que humilha a namorada dele, entretanto, não sai como o previsto.

Trechos

“Rassul continua seu caminho. Antes de chegar à rua de sua vítima, faz uma pausa. As pernas tremem. Respira profundamente. O cheiro de podridão se mistura ao de gasolina e pólvora. O ar ainda está mais pesado, irrespirável. Há também outro cheiro, um cheiro de carne, de carne queimada. Assustador. Rassul tapa o nariz. Dá o primeiro passo. O segundo passo é hesitante, freado pela imagem do cadáver de nana Alia que Rassul esboça em seu espírito esgotado. Impossível rever esse cadáver assassinado por suas próprias mãos; essas mãos que estremecem, que se agitam, que transpiram. É preciso abandonar tudo, tudo. Ele gira sobre os calcanhares. No entanto, uma curiosidade mórbida, quase patológica, faz com que pare de novo. Lá devem estar a polícia, os parentes, vizinhos, lágrimas, gritos...” [p. 24]

“Novamente um grito, igual ao de agora há pouco, contudo mais forte; em seguida, gemidos, mais dolorosos. Eles rasgam o silêncio do quarto e penetram violentamente no sono de Rassul, que se sobressalta e senta na cama, prendendo a respiração para ouvi-los melhor. De onde vêm esses lamentos? De quem? Faz um esforço para levantar-se. Sem força. A dor em seu pé! Tem a sensação de estar preso pelos tornozelos. Vai até a janela e levanta a cabeça para dar uma olhada no pátio. Distingue, em princípio, as duas filhas de Yarmohamad, que — de pé no terraço, cada uma delas com um lampião na mão — olham com estranha serenidade a árvore morta que Rassul não pode perceber bem. Ergue-se um pouco mais. O que vê lhe corta a respiração: Yarmohamad surge do corredor com uma grande faca à mão.” [p. 48]

“A cidade de Cabul espera o vento. Espera o vento como espera a chuva para acabar com a seca. Poucas semanas atrás, o vento se levantava mesmo antes de o sol desaparecer atrás das montanhas. Levantava a poeira assentada sobre a cidade, em cada canto e recanto das vidas, e expulsava-a. Ele não surgia de nenhum dos pontos cardeais. Dir-se-ia que subia do fundo da Terra; e ia embora depois de haver volteado, permitindo à cidade, assim, respirar, dormir, sonhar... Não se levanta mais. Deixa tudo estagnar-se: o sofrimento da guerra, a fumaça do terror, a brasa do ódio... Um cheiro de queimado, gorduroso, cola na pele, penetra nas células. Mais vale fumar um cigarro de nana Alia do que respirar esse ar abafado.” [p. 108]

Sobre o autor

Atiq Rahimi nasceu em Cabul em 1962. Estudou no colégio franco-afegão, época em que freqüentou o centro cultural francês da capital afegã onde conheceu o cinema francês e encenou algumas peças dramáticas.

Durante a guerra civil no início dos anos 80 deixou o seu país e em 1985 obteve estatuto de refugiado político na França, onde vive hoje. Formou-se em letras e estudos cinematográficos nas Universidades de Rouen e La Sorbonne Nouvelle. Apesar de também escrever em francês, sua língua literária é o dari, variação do persa falada no noroeste do Afeganistão. Ganhou com a presente obra o prêmio Fondation de France 2002.

Paralelamente à carreira literária, Atiq Rahimi dirige e produz filmes documentários e de ficção. Terra e cinzas, seu primeiro romance, publicado por esta editora em 2002, foi adaptado para o cinema pelo próprio autor e teve pré-estréia mundial durante o Festival de Cannes 2004.

Dados Técnicos
Peso: 370g
ISBN: 9788574482101
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