Casa da Cultura de Pernambuco: uma genealogia socioespacial, livro de Cristiano Nascimento

Casa da Cultura de Pernambuco: uma genealogia socioespacial

editora: MASSANGANA
Este livro, originalmente uma dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, se debruça sobre a transformação da antiga Casa de Detenção do Recife — uma penitenciária do século XIX (1850) — em um mercado de artesanato regional inaugurado em 1976: a Casa da Cultura de Pernambuco. A sugestão — materializada por iniciativa do Governo Eraldo Gueiros — vinha do início da década de 1960 e tinha como autor o artista plástico Francisco Brennand. Tombado em 1980 pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco — Fundarpe, o antigo prédio de ins... [Leia mais]
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Descrição
Este livro, originalmente uma dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, se debruça sobre a transformação da antiga Casa de Detenção do Recife — uma penitenciária do século XIX (1850) — em um mercado de artesanato regional inaugurado em 1976: a Casa da Cultura de Pernambuco. A sugestão — materializada por iniciativa do Governo Eraldo Gueiros — vinha do início da década de 1960 e tinha como autor o artista plástico Francisco Brennand. Tombado em 1980 pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco — Fundarpe, o antigo prédio de inspiração neoclássica — concebido pelo engenheiro Mamede Alves Ferreira, aliás, o mesmo autor dos projetos do Ginásio Pernambucano e do Hospital Pedro II, no Recife — é neste livro apresentado como um caso de referência dentre edifícios similares no seio da modernidade ocidental, filiado que é às concepções do Novecentos do que seria então uma prisão ideal, pronta para uma vigilância e um controle tão precisos quanto refinados. Para o autor, não obstante as tentativas de subversão do tipo — um edifício de reformação — para tornar a antiga penitenciária num mercado, há uma identidade tipológica que permanece após a mudança de uso, o que contrasta com o que se espera de um espaço como um mercado, no qual que deve haver livre circulação, máxima exposição e aleatoriedade de encontros. Para o arquiteto, a sobrevivência de antigas propriedades espaciais da, hoje, Casa da Cultura restringiu a subversão completa do tipo reformador, o que só teria ocorrido com a descaracterização espacial total do edifício. Casa da Cultura de Pernambuco: uma genealogia socioespacial vai além do puro campo da Teoria da Arquitetura e da visão estética e se ancora na concepção de que edifícios são essencialmente fatos sociais, chamando nossa atenção para a lógica social e os aspectos históricos que os envolvem e os recriam. É livro que nos faz refletir sobre dilemas e mudanças inerentes às trocas entre passado e presente, entre a memória que temos e a que literalmente queremos construir. sobre o autor: Cristiano Nascimento é arquiteto e urbanista e doutor na linha de pesquisa pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco. Desde 2008, é analista em Ciência e Tecnologia na Fundação Joaquim Nabuco.

Dados Técnicos
Páginas: 224
Peso: 415g
ISBN: 9788570196279