Descrição
Tradução de Beatriz Perrone-Moisés
Publicado originalmente em 1958, Antropologia estrutural reúne artigos do antropólogo Claude Lévi-Strauss, falecido no início de novembro de 2009, pouco antes de completar 101 anos.
Neste volume, o pensador belga de origem francesa propõe um empréstimo das teorias estruturalistas de seu colega Roman Jakobson, linguista que conheceu nos Estados Unidos, para uma renovação no método antropológico. Na série de textos, Lévi-Strauss faz relações de seu campo com a linguística, a psicanálise e a arte, além de analisar o ensino da disciplina. O tom afiado do autor ganha expressividade na primorosa tradução de Beatriz Perrone-Moisés, cúmplice nesta empreitada de editar as obras de Lévi-Strauss no Brasil.
Este livro integra a
coleção Portátil. O design dos livros da coleção foi pensado nos mínimos detalhes para que seja especial e inovador, como nas demais edições da Cosac Naify. As capas, com relevo exclusivo, trazem cores fluorescentes em uma disposição geométrica que varia a cada título. Os livros, em brochura, têm uma encadernação desenvolvida especialmente para garantir maior flexibilidade ao folhear. Todo o volume é impresso em munchen; a textura e cor agradáveis deste
papel, aliadas ao tamanho e espaçamento das linhas e das letras garantem uma leitura confortável.
Sobre o autor
Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo.
Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa.
Posição #31196 na lista de mais vendidos da Livraria 30porcento.
Dados Técnicos
Peso: 360g
ISBN: 9788540502154