Triunfo do Fracasso, O, livro de Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke

Triunfo do Fracasso, O

editora: UNESP
A sofrida trajetória do alemão Rüdiger Bilden, contemporâneo e amigo de Gilberto Freyre, a quem influenciou de modo expressivo, é o tema central deste livro, escrito por Maria Lucia Garcia Pallares Burke, autora de Gilberto Freyre – um vitoriano dos trópicos (Editora Unesp, 2005). A obra retrata o brilhantismo intelectual, a ascensão e a queda no ostracismo do pensador alemão nascido em 1893. Um dos primeiros acadêmicos do hemisfério Norte a se voltar para a América Latina e o Brasil, Bilden era também dos mais instigantes, originais e influentes intelectuais do começo do século 20, época e... [Leia mais]
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Descrição
A sofrida trajetória do alemão Rüdiger Bilden, contemporâneo e amigo de Gilberto Freyre, a quem influenciou de modo expressivo, é o tema central deste livro, escrito por Maria Lucia Garcia Pallares Burke, autora de Gilberto Freyre – um vitoriano dos trópicos (Editora Unesp, 2005). A obra retrata o brilhantismo intelectual, a ascensão e a queda no ostracismo do pensador alemão nascido em 1893. Um dos primeiros acadêmicos do hemisfério Norte a se voltar para a América Latina e o Brasil, Bilden era também dos mais instigantes, originais e influentes intelectuais do começo do século 20, época em que vivia nos Estados Unidos, onde se formou, como Freyre, pela Columbia University. No entanto, a história não lhe reservaria um lugar de honra. Ele morreu, em 1980, completamente esquecido, em Greenwich Village, Nova York. Circunstâncias dramáticas permearam toda a vida de Bilden. Ser um cidadão alemão emigrado no período entre guerras foi um dos fatos que mais prejudicaram sua carreira, que ainda padeceu com outros duros golpes da sorte. Bilden deixou a Alemanha às vésperas do início da Primeira Guerra Mundial, aos 21 anos, e ingressou na Columbia University em 1917, quando os Estados Unidos entraram no conflito e o país foi varrido por uma verdadeira histeria antialemã. O preconceito quase o impediria de conseguir recursos para realizar suas pesquisas sobre a influência da escravidão no desenvolvimento do Brasil, onde, contudo, e depois de muito esforço pessoal, passaria quase três anos (de dezembro de 1925 a abril de 1927). Mais tarde, em 1938, Bilden viu-se forçado a recusar uma posição importante na recém fundada Escola de Sociologia e Política de São Paulo por não achar prudente viajar com “um passaporte de Adolf Hitler”. Nos anos seguintes ele ainda seria vítima do acaso e perderia pelos menos duas outras oportunidades de obter reconhecimento e, mesmo, uma vida digna. A acidentada carreira do talentoso Bilden, em si suficiente para justificar a obra, é ainda o pano de fundo sobre o qual Pallares-Burke discute e relativiza o conceito de fracasso na sociedade ocidental, tão permeada pela “ética do sucesso”. A autora sugere a escrita de uma história que leve em conta também os “fracassados”, individuais e coletivos, em contraposição à narrativa dos heróis e seus triunfos. Afinal, conforme a época, assim como glorifica ou apaga, a história derruba mitos e redime personagens que antes condenara ao limbo. Coerentemente, o contraste das vidas de Bilden e Freyre ilustra e intensifica a complexidade do binômio fracasso-sucesso. Pallares-Burke explora neste livro a forte relação de amizade entre ambos desde quando eram alunos da Columbia University, comenta a influência do alemão sobre a obra do brasileiro e conta como as referências elogiosas do autor de Casa Grande & Senzala ao colega foram se tornando escassas ao longo dos anos até se transformarem em críticas ácidas.

Dados Técnicos
Páginas: 432
Peso: 726g
ISBN: 9788539303502