Ecofeminismo como política: a natureza, Marx e o pós-moderno, livro de Ariel Salleh

Ecofeminismo como política: a natureza, Marx e o pós-moderno

Ecofeminismo como política: a natureza, Marx e o pós-moderno
R$ 84,00
preço de capa: R$ 99,00
economia de: R$ 15,00 (15%)
Frete Grátis
para pedidos acima de R$99,00 ou frete fixo de R$6,90 para todo o Brasil.
Parcele
sua compra em 3x de R$28,00 sem juros.
Em estoque.
editora: ELEFANTE
Ao enfrentarem a crise ecológica, as ecofeministas do mundo todo se tornaram agentes da história/natureza. Dão voz a uma política subversiva, consciente de sua própria situação e transicionalidade. Em termos epistemológicos, eu diria que o ecofeminismo expressa um materialismo corporificado. Seu primeiro passo é interrogar a convenção eurocêntrica que posiciona o Homem acima da Mulher e da Natureza. Este livro transmite a concretude ou o essencialismo deslocados dessa hegemonia através da fórmula ironicamente positivista Homem/Mulher = Natureza (H/M = N). Desvendando as identidades contradi... [Leia mais]
R$ 84,00
preço de capa: R$ 99,00
economia de: R$ 15,00 (15%)
Frete Grátis
para pedidos acima de R$99,00 ou frete fixo de R$6,90 para todo o Brasil.
Parcele
sua compra em 3x de R$28,00 sem juros.
Em estoque.
Ecofeminismo como política: a natureza, Marx e o pós-moderno, livro de Ariel Salleh
Descrição
Ao enfrentarem a crise ecológica, as ecofeministas do mundo todo se tornaram agentes da história/natureza. Dão voz a uma política subversiva, consciente de sua própria situação e transicionalidade. Em termos epistemológicos, eu diria que o ecofeminismo expressa um materialismo corporificado. Seu primeiro passo é interrogar a convenção eurocêntrica que posiciona o Homem acima da Mulher e da Natureza. Este livro transmite a concretude ou o essencialismo deslocados dessa hegemonia através da fórmula ironicamente positivista Homem/Mulher = Natureza (H/M = N). Desvendando as identidades contraditórias e os abusos intoleráveis incorporados nessa ideologia, espero mostrar como o socialismo, a ecologia, o feminismo e a luta pós- colonial podem ser fundamentados, unificados e fortalecidos por uma dialética ecofeminista de relações internas. — Ariel Salleh, no Prefácio à primeira edição

***

Enquanto filósofo dialético e ativista social e ecológico, encontrei em Ecofeminismo como política um guia para o papel integrador do ecofeminismo, e não apenas na ecologia política mas em qualquer política ecológica transformadora — sobretudo no crescente movimento ecossocialista global. […] nas últimas décadas, uma vasta e nova história de lutas de base globais por justiça social e ecológica está sendo conduzida por trabalhadoras do cuidado — mães e avós, camponesas, povos indígenas. Hoje, vemos avanços significativos nesse processo histórico. Por exemplo, o movimento pelo decrescimento na Europa compreendeu a relevância fundamental da revolução dos cuidados. Em Rojava, vários milhões de pessoas mesclaram princípios ecofeministas de afirmação da vida e tradições locais profundamente arraigadas para orientar suas milícias de mulheres e assembleias comunitárias. Agora, a “interseccionalidade” é um tema importante na esquerda, reverberando a visão dialética de Salleh: diversas formas de opressão condicionam profundamente umas às outras, e sexo e gênero estão sistemicamente interligados a outras formas de dominação e exploração na vida de mulheres no mundo inteiro. Essa perspectiva revela como as atitudes e os valores do patriarcado capitalista impregnam cada aspecto do todo social, dando origem a um Estado patriarcal, a uma ciência patriarcal e, infelizmente, até mesmo a radicalismos patriarcais. — John Clark, no Prefácio

***

Vinte anos após o lançamento, esta edição de aniversário de Ecofeminismo como política, de Ariel Salleh, compreende percepções muito necessárias à mudança de paradigma da globalização patriarcal e capitalista para um mundo de não violência. […] O capitalismo é generificado, racializado e contrário à natureza, tanto nos pressupostos culturais quanto nos instrumentos econômicos. Seu raciocínio antropocêntrico nega a criatividade da natureza e, portanto, os Direitos da Mãe Terra. Ao mesmo tempo, as mulheres, os povos indígenas, os agricultores e os trabalhadores camponeses são considerados menos que humanos. […] Considerando que a pobreza gerada pelas economias de mercado globais enfraquece todas as sociedades, as alternativas locais proporcionadas pelas mulheres, por meio de seus cuidados de proteção à biodiversidade, oferecem soluções reais para a crise alimentar e nutricional. Como aprendi ao longo de 45 anos de ativismo ecológico e pesquisas com mulheres, e em trinta anos de construção do movimento Navdanya — que significa Nove Sementes —, as policulturas domésticas são mais produtivas que as monoculturas. No Sul Global, cultivos familiares baseados no trabalho feminino fornecem a maior parte dos alimentos consumidos no mundo. […] Em busca de soluções reais para problemas reais enfrentados pelo planeta e pelas pessoas, são os conhecimentos subjugados e a coprodução sutil e não violenta com a natureza que indicam o caminho para a sobrevivência humana, a paz e o bem-estar no futuro. Em seu desafio aos ecossocialistas e aos liberais pós-modernos, Ariel Salleh chama isso de “materialismo corporificado”. — Vandana Shiva, no Prefácio

***

Um livro essencial, que mudou a forma de entender a relação entre gênero e ecologia e que possibilita — hoje mais do que nunca — novos caminhos tanto para o feminismo quanto para o ecossocialismo. — Stefania Barca

Tradução de Sara Hoff

Dados Técnicos
Páginas: 456
Peso: 570g
ISBN: 9786560081161