Descrição
Tradução: José Geraldo Couto
A pintura da vida moderna, publicado originalmente em 1984, é considerado um feito marcante para a tradição da história social da arte. As análises de T. J. Clark empreendem uma tarefa crítica singular: conferem às obras de arte estatuto de objeto privilegiado para surpreeender, na sua composição formal, o tecido das relações históricas e sociais.
O autor persegue as marcas de classe e de gênero tranfiguradas pela ordenação artística, sem incorrer porém em analogias mecânicas ou no esquematismo que procura o reflexo da sociedade na arte.
Clark analisa pinturas impressionistas, especialmente obras de Édouard Manet (1832-83), como Déjeuner sur l'herbe, Le chemin de fer e Un bar aux Folies-Bergère, recuperando as marcas das relações sociais que impregnam o espaço pictórico das obras.
Na apresentação do livro, o crítico Sérgio Miceli define a riqueza e a inovação da metodologia crítica do autor: "As lupas de Clark estão sempre garimpando senhas de leitura desdenhadas [...]. A argumentação avança em meio a indícios, pistas e travestimentos, um símile heurístico da investigação policial, traço recorrente dos melhores historiadores da arte. Preocupa-se em deslindar os materiais e procedimentos de confecção das obras, os teores da substância expressiva, até poder lidar com os efeitos estéticos da recepção, por onde se completa a travessia entre a descrição das telas e o movimento histórico".
Sobre o autor
T. J. Clark é professor titular de arte moderna da Universidade da Califórnia, Berkeley, e autor de Image of the people: Gustave Coubert and the 1848 revolution, The absolute bourgeois: artists and politics in France, 1841-1851, e Farewell to an Idea: episodes from a history of modernism.
Posição #30929 na lista de mais vendidos da Livraria 30porcento.
Dados Técnicos
Peso: 902g
ISBN: 9788535905052