Octávio Paz. Caminho Para a Transparência, livro de Paul - Henri Giraud

Octávio Paz. Caminho Para a Transparência

A obra do poeta e ensaísta Octavio Paz (1914-1998) ilustra a riqueza e a ambiguidade das relações que unem a poesia moderna ao sagrado. Se toda a poesia é uma ponte entre o poeta e o leitor e se esta ponte implica uma certa relação com o mundo, então perfila-se sobre o desconhecido, indizível sobre a questão do absoluto. Segundo Paz, a poesia moderna obedece a um duplo movimento: face ao sagrado institucional faz ouvir uma voz diferente, dissidente até, que não receia aliar-se à crítica que o racionalismo faz da religião, mas para se voltar contra este racionalismo e contra o ateísmo positi... [Leia mais]
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Descrição
A obra do poeta e ensaísta Octavio Paz (1914-1998) ilustra a riqueza e a ambiguidade das relações que unem a poesia moderna ao sagrado. Se toda a poesia é uma ponte entre o poeta e o leitor e se esta ponte implica uma certa relação com o mundo, então perfila-se sobre o desconhecido, indizível sobre a questão do absoluto. Segundo Paz, a poesia moderna obedece a um duplo movimento: face ao sagrado institucional faz ouvir uma voz diferente, dissidente até, que não receia aliar-se à crítica que o racionalismo faz da religião, mas para se voltar contra este racionalismo e contra o ateísmo positivista, acusados da mutilação do homem amputando-lhe a sua dimensão divina. A poesia é a busca incessante para transcender razão e religião e, assim, fundar um novo sagrado. Como se comporta a obra de Octavio Paz para contribuir para a fundação deste novo sagrado é o objectivo desta obra. O autor procurou precisar os apoios de que serviu o poeta para elaborar a sua poética do sagrado, qual a sua exacta dívida para com os seus antecessores tais como Otto, Soutelle, Eliade, Caillois, Monnerot, Breton; que papel desempenhou num ou noutro momento da sua obra o exemplo de Rimbaud, Mallarmé, Eliot ou ainda a poesia japonesa. Interrogação dos mitos mexicanos, interiorização do zen, do budismo e do hinduísmo tântrico e experimentação incessante que faz a síntese da vanguarda com inúmeras tradições e múltiplos imaginários. A poesia de Octavio Paz prossegue, à sua maneira, a imemorável tarefa da religião que visa libertar o homem do tempo mergulhando-o «num outro tempo, o verdadeiro, aquele que se procuraria sem saber: o presente, a presença».

PAUL-HENRI GIRAUD é doutor em estudos Ibéricos e Latino-Americanos e é professor na Universidade de Paris-Sorbonne IV.

Dados Técnicos
Páginas: 440
Peso: 699g
ISBN: 9789727718283