Os filhos da lona preta - Identidade e cotidiano em acampamentos do MST, livro de Maria Cecília Manzoli Turatti

Os filhos da lona preta - Identidade e cotidiano em acampamentos do MST

editora: ALAMEDA
assunto:
Principal movimento social da história recente do Brasil, o MST suscita fortes paixões e grandes controvérsias. Por essa razão, as avaliações sobre o seu significado na sociedade brasileira tendem a polarizar-se em extremos opostos. Nem a diabolização nem a apologia do MST contribuem, entretanto, para a correta compreensão de suas potencialidades e de suas insuficiências enquanto instrumento de luta dos trabalhadores que procuram vencer a situação de anomia que os impede de exercer um papel primordial na história do Brasil.

A cuidadosa pesquisa da antropóloga Maria Cecília Ma... [Leia mais]
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Descrição
Principal movimento social da história recente do Brasil, o MST suscita fortes paixões e grandes controvérsias. Por essa razão, as avaliações sobre o seu significado na sociedade brasileira tendem a polarizar-se em extremos opostos. Nem a diabolização nem a apologia do MST contribuem, entretanto, para a correta compreensão de suas potencialidades e de suas insuficiências enquanto instrumento de luta dos trabalhadores que procuram vencer a situação de anomia que os impede de exercer um papel primordial na história do Brasil.

A cuidadosa pesquisa da antropóloga Maria Cecília Manzoli Turatti foge desta armadilha. Sem esconder sua simpatia pela causa e pelo sofrimento dos Sem Terra, Os filhos da lona preta mergulha no cotidiano de acampamentos com o objetivo de buscar a identidade dos acampados com o MST e com a luta pela reforma agrária.

Sem pretensão de ser “dona da verdade” e de generalizar resultados obtidos a partir de uma investigação circunscrita a alguns acampamentos, a autora narra e interpreta o que viu. O MST organiza os desvalidos da Terra. Os acampamentos são feitos por homens e mulheres de carne e osso. Em condições de extrema pobreza, as grandezas e fraquezas da condição humana adquirem características próprias.

A difícil sociabilidade nos acampamentos e a relação verticalizada com a direção do MST dificultam a transformação de desvalidos da terra em sujeitos políticos. Seus resultados merecem a atenção de todos que são solidários com a luta dos Sem Terra. Como diz a autora: “(…) que a crítica feita seja ouvida como estímulo”. (Plínio de Arruda Sampaio Jr.)

Sobre a autora

Maria Cecília Manzoli Turatti nasceu em Andradas-MG em 1975. Formou-se em Ciências Sociais (1996) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), onde fez o seu mestrado em Antropologia Social (1999) e prepara o seu doutoramento na mesma área.

Sumário

Escolhas
Por que o acampamento?
A chegada do pesquisador e seus dilemas
O espaço-tempo da pesquisa
Matrizes teóricas e técnicas

Etnografia
O acampamento Zumbi II
Aspectos gerais dos acampamentos paulistas

Estudo Antropológico
Um momento de passagem
Um processo histórico em curso
O movimento: formas de organização
e convicções políticas manifestas
Hierarquia, poder e submissão
A sociabilidade forçada
A mística como “cimento” ideológico
Conflitos internos e tarefa histórica

Dados Técnicos
Peso: 140g
ISBN: 9788598325200