Libras? Que língua é essa? - Crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda, livro de Audrei Gesser

Libras? Que língua é essa? - Crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda

editora: PARÁBOLA
assunto:
Ainda é preciso insistir no fato de que a LIBRAS é língua? Desde a década de 1960, ela recebeu o status linguístico, e, ainda hoje, passados quase cinquenta anos, continuamos a afirmar e reafirmar essa legitimidade. Este livro de Audrei Gesser, professora da UFSC no curso presencial Letras-Libras , divide-se em três capítulos: A língua de sinais, O surdo e A surdez.

A língua de sinais

"Uma das crenças mais recorrentes quando se fala em língua de sinais é que ela é universal. Uma vez que essa universalidade está ancorada n... [Leia mais]
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Descrição
Ainda é preciso insistir no fato de que a LIBRAS é língua? Desde a década de 1960, ela recebeu o status linguístico, e, ainda hoje, passados quase cinquenta anos, continuamos a afirmar e reafirmar essa legitimidade. Este livro de Audrei Gesser, professora da UFSC no curso presencial Letras-Libras , divide-se em três capítulos: A língua de sinais, O surdo e A surdez.

A língua de sinais

"Uma das crenças mais recorrentes quando se fala em língua de sinais é que ela é universal. Uma vez que essa universalidade está ancorada na ideia de que toda a língua de sinais é um "código" simplificado apreendido e transmitido aos surdos de forma geral, é muito comum pensar que todos os surdos falam a mesma língua em qualquer parte do mundo. Ora, sabemos que nas comunidades de línguas orais, cada país, por exemplo, tem sua(s) própria(s) língua(s). Embora se possa traçar um histórico das origens e apontar possíveis parentescos e semelhanças no nível estrutural das línguas humanas (sejam elas orais ou de sinais), alguns fatores favorecem a diversificação e a mudança da língua dentro de uma comunidade linguística, como, por exemplo, a extensão e a descontinuidade territorial, além dos contatos com outras línguas. Com a língua de sinais não é diferente."

O surdo

"A maioria dos ouvintes desconhece a carga semântica que os termos mudo, surdo-mudo, e deficiente auditivo evocam. É facilmente observável que, para muitos ouvintes alheios à discussão sobre a surdez, o uso da palavra surdo pareça imprimir mais preconceito, enquanto o termo deficiente auditivo parece-lhes ser mais politicamente correto."

A surdez

"Há duas grandes formas de conceber a surdez: patologicamente ou culturalmente. Este livro adota uma postura contrária à medicalização, concepção segundo a qual o surdo é visto como portador de uma deficiência física, que precisa de recursos ou intervenções cirúrgicas para se tornar "normal" e fazer parte do grupo majoritário na sociedade em que vive. Ver a surdez como um problema está diretamente relacionado à visão patológica. Esse é o discurso fortemente construído e aceito pela maioria. É importante frisar, todavia, que os surdos e ouvintes que usam e valorizam a língua de sinais assumem uma postura positiva diante da surdez."

Dados Técnicos
Páginas: 87
Peso: 130g
ISBN: 9788579340017
Resenhas
resenha:  Resenha: Libras? Que língua é essa?, por Marília Leite Conceição [PET Pedagogia UFBA]