Homens e mulheres da Idade Média, livro de Jacques Le Goff (org.)

Homens e mulheres da Idade Média

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Tradução do francês e notas de Nícia Adan Bonatti

Se é verdade que a velha imagem da Idade Média na Europa tende a estar assentada no imaginário coletivo como um período de trevas, ela pode ser desmontada agora a partir da leitura deste lançamento fundamental da Estação Liberdade. Homens e mulheres da Idade Média, livro coletivo organizado pelo emérito historiador Jacques Le Goff, retraça a época em questão como um tempo “muito mais positivo e mais progressista do que se pensou”, nas palavras ... [Leia mais]
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Descrição
Tradução do francês e notas de Nícia Adan Bonatti

Se é verdade que a velha imagem da Idade Média na Europa tende a estar assentada no imaginário coletivo como um período de trevas, ela pode ser desmontada agora a partir da leitura deste lançamento fundamental da Estação Liberdade. Homens e mulheres da Idade Média, livro coletivo organizado pelo emérito historiador Jacques Le Goff, retraça a época em questão como um tempo “muito mais positivo e mais progressista do que se pensou”, nas palavras do próprio, que já se debruçara em diversas outras obras sobre esse tema que tanto o fascina. O livro apresenta um panorama com 112 de seus personagens mais notórios, cujos perfis traçados por Le Goff e equipe não se limitam a resumir a vida e a exaltar os feitos dos retratados, mas mostrá-los como testemunhas da época em que viveram, o que permite novos olhares sobre a História oficial, que muitas vezes é propagada de forma simplista. Cristóvão Colombo, por exemplo, embora fosse um homem tipicamente medieval, “teria ficado muito surpreso que se fizesse dele um inventor da modernidade”, como o livro o analisa.

Para Le Goff, a imagem consolidada da Idade Média como um período obscurantista fora deflagrada a partir da adoção, pelos historiadores, do termo “Renascimento”. Como a expressão passava a se referir ao período que sucede à Idade Média tradicional, esta passou a ser vista, por consequência, como a negação natural da época que supostamente “renascia”: o que havia antes estava morto. Para Le Goff seriam três os renascimentos que antecederiam a Idade Moderna: o renascimento carolíngio, o renascimento do século VII e aquele dos séculos XV e XVI, o mais importante e o que é referido quando se menciona simplesmente “o Renascimento”. Porque, para Le Goff, os dois marcos efetivos da dita “modernidade” só se revelariam no século XVIII: a expansão da indústria na Inglaterra e a Revolução Francesa. Mas o especialista francês não ignora as subdivisões consagradas pela tradição histórica, optando por fazer a seleção dos personagens do livro dentro de um recorte que vai do século IV ao XV.

Homens e mulheres da Idade Média está dividido em cinco partes. A primeira, “Da cristianização a Carlos Magno”, abarca o período entre a Antiguidade tardia e a alta Idade Média, cujo personagem central é Carlos Magno, sagrado imperador pelo papa e que assume a missão de submeter os bárbaros à civilização romana. A morte do grande imperador é o que principia a segunda parte, “De Carlos Magno ao ano 1000?, momento em que se afirma a cristandade. A terceira enfoca a fase mais luminosa da Idade Média, não por acaso intitulada na obra como “O apogeu medieval”, quando as cidades aceleraram o desenvolvimento urbano e as universidades cresciam com a participação dos teólogos. A quarta parte, “Perturbações e mutações”, enfoca o período de transição rumo ao Renascimento, quando pipocam as revoltas campesinas conhecidas por jacqueries, e também algumas movimentações que, de certa forma, anunciam a Reforma protestante vindoura. Para encerrar, há o capítulo “Personagens imaginários”, em que são evocadas figuras míticas como a da Virgem Maria, a do rei Arthur, a de Robin Hood e a de Satã. Le Goff assim justifica a inclusão desses personagens: “Numa sociedade o imaginário tem seguramente tanta importância e eficácia quanto as condições reais da vida e do pensamento”.

Sobre o organizador

Jacques Le Goff, nascido em Toulon em 1924, historiador francês internacionalmente conhecido, fez dos estudos medievais, em particular os séculos XII e XIII, a obra de sua vida. Sua paixão pela Idade Média teria sido despertada quando ainda vestia calças curtas, depois da leitura do clássico Ivanhoé, de Walter Scott. Tornou-se um notório intelectual, sobretudo a partir de sua adesão à École des Annales, movimento em que alguns importantes historiadores do país contestavam a visão meramente positivista da História. Entre outras obras escritas ou compiladas por ele destacam-se A civilização do Ocidente medieval (ed. original: 1964 / ed. brasileira: 2005), História e memória (1988/2000) e Dicionário temático do Ocidente medieval (2001/2002).

Sobre a tradutora

Nícia Adan Bonatti é mestre e doutora em Linguística/Tradução pelo IEL-Unicamp, professora aposentada da Faculdade de Direito Mackenzie/Campinas e tradutora pública e intérprete comercial francês-português. Entre suas traduções estão O mundo moderno e a questão judaica e Edwiges, a inseparável, de Edgar Morin; Salvo o nome e Khôra, de Jacques Derrida; e O livro negro da condição da mulher, de Christine Ockrent (org.).

Dados Técnicos
Páginas: 448
Peso: 1506g
ISBN: 9788574482231