Samuel Beckett e Seus Duplos. Espelhos, Abismos e Outras Vertigens Literárias, livro de Cláudia Maria de Vasconcellos

Samuel Beckett e Seus Duplos. Espelhos, Abismos e Outras Vertigens Literárias


R$ 30,80
preço de capa: R$ 44,00
economia de: R$ 13,20 (30%)
   adicionar ao carrinho
editora: ILUMINURAS
condição: Livro novo
prazo: Sob encomenda. Envio em 3 dias úteis + frete (grátis nas compras acima de R$149 para todo o Brasil)
  • MENINA TAMBÉM JOGA FUTEBOL, livro de Cláudia Maria de Vasconcellos

    MENINA TAMBÉM JOGA FUTEBOL

    Cláudia Maria de Vasconcellos

    R$ 38,00
    R$ 26,60


  • A Fome do Lobo, livro de Cláudia Maria de Vasconcellos

    A Fome do Lobo

    Cláudia Maria de Vasconcellos

    R$ 41,00
    R$ 28,70


  • Os gêneros do discurso, livro de Mikhail Bakhtin

    Os gêneros do discurso

    Mikhail Bakhtin

    R$ 46,00
    R$ 32,20


  • Notas Sobre Literatura, Cultura e Ciências Humanas, livro de Mikhail Bakhtin

    Notas Sobre Literatura, Cultura e Ciências Humanas

    Mikhail Bakhtin

    R$ 38,00
    R$ 26,60


  • Políticas da Escrita, livro de Jacques Rancière

    Políticas da Escrita

    Jacques Rancière

    R$ 59,00
    R$ 41,30


Descrição
Não há nada de trivial ou inócuo na simetria particular que a figura do duplo, absolutamente central à literatura moderna, e não apenas a ela, evoca. Desde o título do seu Samuel Beckett e seus duplos – Espelhos, abismos e outras vertigens literárias, Cláudia Maria de Vasconcellos aponta para uma configuração especialmente complexa que o recurso assumiu na obra final de um dos grandes da literatura do século XX, cuja importância excede em muito a autoria de Godot e Molloy. Em Improviso de Ohio (1980), miniatura dramática musical e densa como um poema, a dramaturga e pesquisadora, também autora de Teatro inferno: Samuel Beckett (Terracota, 2012), encontrou um caso de exploração total e inovadora do duplo, espécie de culminância da história de um recurso literário cujos capítulos essenciais foram escritos por nomes fundamentais, como Edgar Allan Poe, E.T.A. Hoffmann e Dostoiévski, sem esquecer mestres modernos, como Pirandello, Gide, Thomas Bernhard e Georges Perec. O teatro beckettiano tardio, o dos dramas em miniaturas, faz o espectador duvidar da inteireza da sua percepção, dos limites da sua identidade, da própria solidão ou da companhia que o cerca. “Talvez eu esteja só imaginando coisas”, “eu não estava lá”, “ouvi você distintamente”. Falamos de obras que se instalam na oscilação perpétua entre imagem e presença física, realidade e imaginação, e se espelham numa forma que equivale a um passeio rigoroso, sem amarras, nem limites definidos, entre gêneros (lírico, narrativo e dramático), modalidades afetivas (ironia, simpatia) e atmosferas, entre solidão e companhia, deixando espectador, leitor e personagens na mesma idêntica (e dividida) condição: sozinhos juntos, bela fórmula beckettiana que resume o paradoxo que a insólita figura do duplo propõe, combinando divisão e repetição, espelhamento e oposição, desconforto e descoberta. A engenhosa arquitetura de Samuel Beckett e seus duplos – Espelhos, abismos e outras vertigens literárias se aproxima aos poucos e sorrateira da complexidade dos múltiplos níveis de duplicação propostos por Improviso de Ohio. A estratégia é apresentar, com minúcia informada e perspicácia analítica, momentos anteriores da obra de Beckett em que seus personagens encaram duplos (enxergando a si mesmos exteriorizados, seres autoscópicos, ouvindo-se a partir de vozes exteriorizadas, acusmáticas); em que a construção da obra se duplica internamente, e narradores narrados a consideram a cada passo da sua própria criação, a um só tempo criadores e criaturas (as narrativas encaixadas do miseenabyme); em que a experiência transfigurada na literatura flerta com a máscara autobiográfica, confundindo real e ficção; por fim, com uma vertigem mais aguda, em que se produz um embaralhamento entre o tempo da fruição e o da experiência, o leitor/espectador forçado a projetar-se nas disposições e incertezas também de personagem e autor, tomado integralmente pela invenção ficcional. Esse diálogo interno à obra beckettiana se completa com aberturas para outras justaposições reveladoras, em que o autor de Fim de partida se ilumina a partir de leituras paralelas imprevistas, como a que o aproxima de Gide ou de Perec, ou da exploração de afinidades conhecidas, como as que o ligam a Bernhard ou Pirandello, ampliando, e muito, o alcance deste instigante (e notável) ensaio. Fábio de Souza Andrade

Dados Técnicos
Páginas: 192
Peso: 236g
ISBN: 9788573215564
Google Books Preview




A 30PorCento é uma livraria virtual cuja missão principal é potencializar, através dos livros, a renovação do pensamento crítico brasíleiro. Oferecemos livros com desconto em todo nosso catálogo.

Frete: além do Sedex e das entregas de Bicicleta, utilizamos também uma categoria especial e econômica para postagem de livros no correio chamada Impresso com Registro Módico, cujo preço é fixo, por peso, para qualquer cidade do Brasil.



Link para a revista literária O Benedito.

> 7LETRAS
> ALEPH
> ALFAGUARA
> AMARILYS
> ANNABLUME
> ATELIE
> AUTENTICA
> BEM-TE-VI
> BIBLIOTECA AZUL
> BLUCHER
> BOITEMPO
> CARAMBAIA
> COMPANHIA DAS LETRAS
> CORTEZ
> COSACNAIFY
> DISCURSO EDITORIAL
> EDIÇÕES LOYOLA
> EDIPRO
> EDITORA 34
> EDITORA UFRJ
> EDITORA UFV
> EDIÇÕES 70
> EDUEL
> EDUEM
> EDUERJ
> EDUSP
> ESTAÇÃO LIBERDADE
> EXPRESSÃO POPULAR
> GLOBAL
> HEDRA
> HUMANITAS
> ILUMINURAS
> INSTITUTO MOREIRA SALLES
> INSTITUTO PIAGET
> MANOLE
> MARTINS FONTES
> MERCADO DE LETRAS
> MUNDARÉU
> NOVA ALEXANDRIA
> NOVA FRONTEIRA
> MUSA
> OCTAVO
> PALAS ATHENA
> PAZ E TERRA
> PERSPECTIVA
> PONTES
> RADIO LONDRES
> SENAC
> SESC SP
> TINTA DA CHINA
> TORDESILHAS
> UNESP
> UNICAMP
> VOZES
> WMF MARTINS FONTES
> ZAHAR
+ editoras




Blog Não Gosto de Plágio - a polêmica do plágio de traduções literárias no Brasil, por Denise Bottmann