Qualificação profissional - Um estudo das práticas educacionais em uma empresa de autogestão, livro de Erika Porceli Alaniz

Qualificação profissional - Um estudo das práticas educacionais em uma empresa de autogestão

editora: UNESP
Com este livro, pretende-se verificar as concepções e as práticas de qualificação profissional em uma fábrica de autogestão para, a partir disso, analisar o sentido que a qualificação assume nas empresas autogeridas. Em uma abordagem mais específica do estudo na fábrica objetiva-se: verificar a organização da fábrica e do processo de trabalho; averiguar que tipo de qualificação se requer na empresa e as práticas de qualificação dos associados; avaliar o conteúdo das práticas de qualificação profissional ou os conteúdos das iniciativas educativas que emergem na empresa e o cont... [Leia mais]
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Descrição
Com este livro, pretende-se verificar as concepções e as práticas de qualificação profissional em uma fábrica de autogestão para, a partir disso, analisar o sentido que a qualificação assume nas empresas autogeridas. Em uma abordagem mais específica do estudo na fábrica objetiva-se: verificar a organização da fábrica e do processo de trabalho; averiguar que tipo de qualificação se requer na empresa e as práticas de qualificação dos associados; avaliar o conteúdo das práticas de qualificação profissional ou os conteúdos das iniciativas educativas que emergem na empresa e o conteúdo do programa da Anteag (Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão e Participação Acionária) de qualificação profissional.

Orelhas

Há vários representantes, entidades e movimentos, no Brasil, hoje, que têm a tarefa de auxiliar na organização e prestar assessoria técnica e política a empresas e cooperativas solidárias. Dentre elas, destaca-se a Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão e Participação Acionária (Anteag). A Anteag surgiu em 1992, a partir de indústrias têxteis e de calçados que se encontravam em sérias dificuldades, entre outros motivos, por causa da concorrência de produtos importados ensejada pela abertura abrupta do mercado nacional. Em 1998, a Anteag possía 41 empresas espalhadas pelo país e, hoje, relaciona-se com mais de duzentos empreendimentos aos quais presta assessoria técnica, política e educacional.

As organizações desse tipo denominam-se cooperativas e empresas de autogestão (EA). Essas organizações vão desde empresas pequenas e que ainda trabalham de forma totalmente artesanal até empresas de médio e grande portes, que têm de quinhentos a dois mil trabalhadores. Essas empresas atuam em diversos ramos, tais como têxtil, de extração mineira, produtos alimentícios, confecções, metal-mecânica, de cristais, cordas, plásticos e etc.

Há várias características que diferenciam as EA das empresas tradicionais capitalistas. Rassaltamos a importância que as EA atribuem à educação dos seus associados. As empresas e cooperativas de autogestão são organizações econômicas, mas não economistas, isto é, a sua razão de ser não é exploração do trabalho alheio. Essa é uma das razões pelas quais a educação dos trabalhadores não é para elas um simples fator de produção, mas sim condição mesma para a sobrevivência. Dessa forma, além dos vários cursos formais e informais que as EA desenvolvem, geralmente no interior das fábricas, procurando melhorar o nível de escolaridade e conhecimento de seus associados, as próprias empresas são também agências educacionais e de qualificação permanente e ilimitada dos seu trabalhadores.É nesse campo de discussão que se insere o original trabalho de Erika Porceli Alaniz.

Pelo estudo da fábrica Cooperjeans, considerada modelo pela Anteag tanto do ponto de vista econômico como do político, a autora examina a importância da qualificação profissional para as cooprativas e empresas de autogestão. Além de verificar os programas e práticas educativas desenvolvidos na fábrica, a autora busca dissecar as ações dos associados sobre os conteúdos de gestão, artindo da premissa de que essas estariam favorecendo o desenvolvimento intelectual e ampliando a qualificação. O trabalho de Alaniz é relevante, em primeiro lugar, porque discuti qualificação profissional não apenas como elemento condicionado á evolução da técnica, vinculado à progressiva supressão da divisão do trabalho, à democratização do poder e ao acesso dos trabalhadores aos conhecimentos produzidos em uma nova relação entre educação e trabalho de forma integrada. E, em última instância, porque as empresas de autogestão constituem-se em um fenômeno em ascensão em vários países, sobretudo da América Latina e da Europa. Por meio deste estudo, a autora pôde apontar o significado da qualificação e a tendência de desenvolvimento das relações democráticas nessas organizações econômicas. (NEUSA MARIA DAL RI)

Quarta capa

Erika Porceli Alaniz demostra de forma brilhante, e com base num exaustivo levantamento de dados, que a qualificação para a empresa de autogestão é condição para a sua sobrevivência, uma vez que os trabalhadores, ao responderem pela gestão da fábrica, necessitam capacitar-se nos conteúdos que envolvem decisões de cunho administrativo, econômico e político. Mostra, ainda, que o conceito de qualificação na empresa de autogestão encontra-se ampliado, pois contempla a integração entre planejar e executar, extrapolando o limite do processo de trabalho, o que deriva das novas relações socias

Sumário

Prefácio

Introdução

1 A qualificação profissional e a divisão do trabalho na sociabilidade capitalista

2 A inserção da Cooperjeans na divisão social do trabalho e o efeito na qualificação do trabalhador

3 A contradição na relação social na empresa autogerida e a ampliação da qualificação profissional

4 As concepções e as práticas de qualificação profissional na Cooperjeans

Conclusão

Referências bibliográficas

Dados Técnicos
Peso: 332g
ISBN: 9788571397897