Empreendendo no setor público - A dinâmica da Fundação Joaquim Nabuco, livro de Jefferson Lindberght de Sousa, Fernando Gomes de Paiva Junior

Empreendendo no setor público - A dinâmica da Fundação Joaquim Nabuco

editora: MASSANGANA
As tentativas de adequação das instituições públicas aos Novos Tempos se fundamentam nas reformas administrativas do setor público. No contexto brasileiro, as abordagens reformistas na administração pública federal têm sido influenciadas pelo gerencialismo, movimento que defende a aplicação de práticas gerenciais do setor privado na arena organizacional pública. Surgem modelos híbridos de gestão nas instituições públicas, a exemplo das instituições fundacionais, ilustrados no caso da Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj, onde há a convivência do modelo burocrático com o gerencial. Não obstante ... [Leia mais]
Descrição
As tentativas de adequação das instituições públicas aos Novos Tempos se fundamentam nas reformas administrativas do setor público. No contexto brasileiro, as abordagens reformistas na administração pública federal têm sido influenciadas pelo gerencialismo, movimento que defende a aplicação de práticas gerenciais do setor privado na arena organizacional pública. Surgem modelos híbridos de gestão nas instituições públicas, a exemplo das instituições fundacionais, ilustrados no caso da Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj, onde há a convivência do modelo burocrático com o gerencial. Não obstante o fato de o modelo gerencial mostrar-se ineficaz na superação dos formatos clássicos de gestão pública, também os gerentes públicos podem não estar preparados, e em particular os das instituições fundacionais públicas, como atores articuladores que disponham de ampla competência relacional. No âmbito das novas tecnologias gerenciais, o empreendedorismo emerge como fenômeno multidimensional com capacidade de se adaptar à realidade do mercado e trazer algo novo como resposta às necessidades identificadas no ambiente organizacional de uma instituição da esfera do Estado. As perspectivas coletivista, relacional e dialógica atribuem ao fenômeno ações compartilhadas que resultam em oferta grupal de benefícios sociais ao cidadão. A análise de conteúdo foi aplicada aos relatos dos diretores das atividades-fim da Fundaj, com base no arcabouço teórico das categorias estruturais da ação empreendedora, quais sejam: interação social, imaginação conceitual e expertise. Os resultados revelam que quase a metade das ocorrências de ações empreendedoras da Fundaj está atrelada à interação social, o que leva a uma reflexão acerca do marco cultural da coletividade inserido nas atividades e projetos institucionais impulsionando a formulação de alianças e parcerias; em seguida, a expertise representa quase um terço das incidências de ações empreendedoras e a imaginação social abarca quase um quarto das ações empreendedoras da Fundaj. Por fim, existe a necessidade de um aprofundamento teórico-empírico no desenvolvimento de estudos relacionados às categorias estruturais da atividade empreendedora no âmbito das instituições fundacionais públicas, além de uma reflexão sobre práticas empreendedoras emergentes em outros formatos da gestão pública. Em toda discussão sobre a ação empreendedora, há de se considerar que esse universo cultural é composto pelo ambiente institucional composto de necessidades e hábitos regionais em que o comportamento do empreendedor está contextualizado no âmago de seu lócus, tanto na geração de artefatos inovadores, como na reestruturação de rotinas carentes de adequações funcionais.

Dados Técnicos
Páginas: 140
Peso: 280g
ISBN: 9788570196095