Navegação de cabotagem – Apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei, livro de Jorge Amado

Navegação de cabotagem – Apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei

assunto:
Edição limitada, com capa dura e 96 páginas de imagens.

Uma bebedeira com Pablo Neruda, uma reunião política com Picasso, uma visita ao bordel ou ao terreiro de candomblé com Carybé ou Dorival Caymmi, os últimos dias de Glauber Rocha, o pedido de casamento de Miúcha feito em nome de João Gilberto - dezenas de cenas como essas são evocadas com ternura e humor por Jorge Amado, que escreveu Navegação de cabotagem (1992) às vésperas de completar oitenta anos.

Com a serenidade e a sabedoria de quem viveu as maravilhas e os horrores do século XX, o escritor passa ... [Leia mais]
Descrição
Edição limitada, com capa dura e 96 páginas de imagens.

Uma bebedeira com Pablo Neruda, uma reunião política com Picasso, uma visita ao bordel ou ao terreiro de candomblé com Carybé ou Dorival Caymmi, os últimos dias de Glauber Rocha, o pedido de casamento de Miúcha feito em nome de João Gilberto - dezenas de cenas como essas são evocadas com ternura e humor por Jorge Amado, que escreveu Navegação de cabotagem (1992) às vésperas de completar oitenta anos.

Com a serenidade e a sabedoria de quem viveu as maravilhas e os horrores do século XX, o escritor passa em revista momentos marcantes da sua vida, das paixões de juventude à glória literária mundial, da militância política apaixonada à desilusão com o sonho comunista, transformado em pesadelo totalitário.

O exílio, as amizades, os amores, o aprendizado da cultura popular nas fazendas de cacau, nos prostíbulos e nos terreiros de candomblé, tudo isso se mistura nestas páginas vibrantes de humanidade.

Este livro pode ser lido como uma sucessão de vívidas cenas de um filme ao mesmo tempo épico, lírico e cômico. Revendo com franqueza e fina autoironia sua trajetória de êxitos e tropeços, de acertos e equívocos, com Navegação de cabotagem Jorge Amado insere a si próprio, por fim, na sua rica galeria de personagens inesquecíveis.

Sobre o autor

Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, na Bahia, filho de João Amado de Faria e Eulália Leal. Aos dois anos, a família mudou-se para Ilhéus, onde o menino passou a infância e viveu experiências que marcariam sua literatura: a vida no mar, o universo da cultura do cacau e as disputas por terra. Começou a escrever profissionalmente como repórter aos catorze anos, em veículos como Diário da Bahia, O Imparcial e O Jornal. Na década de 1930 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou direito e travou contato com artistas e intelectuais de esquerda, como Raul Bopp, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Vinicius de Moraes e José Lins do Rego. Estreou com o romance O país do Carnaval (1931). Durante o Estado Novo (1937-45), devido à sua intensa militância política, sofreu censuras, perseguições e chegou a ser detido algumas vezes. Foi eleito deputado federal pelo PCB em 1945. Entre os projetos de lei de sua autoria, estava o que instituía a liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, conheceu Zélia Gattai, com quem se casou, teve dois filhos, João Jorge e Paloma, e viveu até os últimos dias. Nas décadas de 1940 e 50, viajou pela América Latina, Leste Europeu e União Soviética. Escreveu então seus livros mais engajados, como a biografia de Luís Carlos Prestes e a do poeta Castro Alves, além da trilogia Os subterrâneos da liberdade. Rompeu com o PCB nos anos 1950. A partir de então, sua literatura passou a dar mais relevo ao humor, à sensualidade, à miscigenação e ao sincretismo religioso, em livros como Gabriela, cravo e canela (1958), Tenda dos Milagres (1969), Tieta do Agreste (1977). Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1961, e ganhou prêmios importantes da literatura em língua portuguesa, como o Camões (1995), o Jabuti (1959 e 1997) e o do Ministério da Cultura (1997). A partir da década de 1980, passou a viver entre Salvador e Paris. Sua obra está publicada em mais de cinquenta países e foi adaptada com sucesso para o rádio, o cinema, a televisão e o teatro, transformando seus personagens em parte indissociável da vida brasileira. Jorge Amado morreu em 2001, alguns dias antes de completar 89 anos.

Dados Técnicos
Peso: 1051g
ISBN: 9788535920772