Democracia, Sociedade Civil e Serviço Social: Uma Perspectiva Crítica, livro de Angela Vieira Neves

Democracia, Sociedade Civil e Serviço Social: Uma Perspectiva Crítica

editora: UNB
Vivemos uma época paradoxal. Enquanto a política institucionalizada - a dos partidos, parlamentos e governos - perde apoio no imaginário social e com isso põe em xeque o sistema representativo, cresce em importância o valor da participação. Fala-se mal do Estado, dos políticos e das instituições de representação, como se tudo isso pudesse ser repentinamente desativado e substituído pela livre movimentação das organizações de uma sociedade civil vista como a quinta -essência da pureza. A sociedade capitalista globalizada em formação está reformulando os modos de viver, fazer política e organ... [Leia mais]
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Descrição
Vivemos uma época paradoxal. Enquanto a política institucionalizada - a dos partidos, parlamentos e governos - perde apoio no imaginário social e com isso põe em xeque o sistema representativo, cresce em importância o valor da participação. Fala-se mal do Estado, dos políticos e das instituições de representação, como se tudo isso pudesse ser repentinamente desativado e substituído pela livre movimentação das organizações de uma sociedade civil vista como a quinta -essência da pureza. A sociedade capitalista globalizada em formação está reformulando os modos de viver, fazer política e organizar o Estado. Num primeiro momento, faz com que os ambientes políticos típicos escapem do alcance das pessoas. Grupos e indivíduos querem se envolver, ajudar a que se tomem decisões adequadas, mas só conseguem fazê-lo em circuitos de pequeno alcance ou "longe" do Estado. Aderem a fóruns, seminários, conselhos, assembleias e movimentos, instâncias participativas que parecem mais receptivas à dinâmica social vigente. São novas formas de politização, que ajudam a ofuscar e pôr em dúvida as antigas. Juntamente com elas, multiplicam¬se as iniciativas de gestão de políticas públicas ancoradas em arranjos participativos, aos quais é atribuída uma melhoria substantiva das chances de controle democrático sobre a ação governamental. O modo de vida atual é participativo antes de tudo porque cada um tem de lutar praticamente sozinho para organizar a cabeça, os códigos de conduta e a própria biografia. Não dispomos de suportes sociais consistentes, sejam eles provenientes da família, do Estado ou das igrejas. Estamos no mercado, ou seja, naquele ringue em que se briga palmo a palmo por espaço. Fora daí há evidentemente vida e coletividade, mas isso pesa pouco no cômputo geral. Para modelar suas trajetórias, os indivíduos precisam ficar atentos e se mexer. A participação tornou-se um valor mais relevante, por exemplo, que a igualdade. Participar é bom, correto, meritório.

Dados Técnicos
Páginas: 220
Peso: 340g
ISBN: 9788523010416