México profundo: uma civilização negada, livro de Guillermo Bonfil Batalla

México profundo: uma civilização negada

editora: UNB
Por que México profundo deve ser divulgado em nossa língua, já que o espanhol não nos é estranho e está sempre presente nas nossas listas de leitura? Porque, primeiramente, é um tributo que fazemos a Bonfil Batalla, um dos grandes antropólogos mexicanos do século XX a pensar a questão indígena na América Latina fora dos esquemas consagrados pela ordem constituída. Segundo, porque, embora o espanhol nos seja muito familiar, não deixa de ter suas armadilhas para os falantes de português; a proximidade histórica de ambas não elimina o fato de que são, afinal, duas línguas distintas, com estru... [Leia mais]
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Descrição
Por que México profundo deve ser divulgado em nossa língua, já que o espanhol não nos é estranho e está sempre presente nas nossas listas de leitura? Porque, primeiramente, é um tributo que fazemos a Bonfil Batalla, um dos grandes antropólogos mexicanos do século XX a pensar a questão indígena na América Latina fora dos esquemas consagrados pela ordem constituída. Segundo, porque, embora o espanhol nos seja muito familiar, não deixa de ter suas armadilhas para os falantes de português; a proximidade histórica de ambas não elimina o fato de que são, afinal, duas línguas distintas, com estruturas próprias. Frequentes mal-entendidos gramaticais e léxicos perturbam a compreensão e podem levar a interpretações errôneas. Terceiro, porque reconhecemos nesta obra a atualidade do tema e a persistência do problema do apagamento histórico, intelectual e político. Quarto, porque as mensagens inscritas em México profundo vão muito além do contexto mexicano. Que país da América Latina, ou de qualquer outro nas Américas, pode em sã consciência renegar seu substrato mais ou menos profundo de matéria indígena, por mais que o queira negar? Do Alasca à Argentina, não só os índios não estão todos mortos, como ressurgem das cinzas a que os invasores os tentaram reduzir. Essas fênix resistentes ao desaparecimento são o contraponto que permite desmistificar as pretensões de ordem e progresso das novas nações americanas. A Biblioteca de Antropologia e Ciências Sociais Brasil-México foi idealizada com o objetivo de ampliar a aproximação e o diálogo entre duas das mais estimulantes comunidades de cientistas sociais na América Latina. Tendo iniciado com a publicação de autores brasileiros no México, a tradução de México profundo para o português inaugura o esforço da Biblioteca em visibilizar autores mexicanos no Brasil. Além de ampliar o acesso às respectivas obras, a Biblioteca dá visibilidade a reflexões criativas e originais que constituem uma contribuição singular para as ciências sociais fora dos centros hegemônicos tradicionais. A Universidade de Brasília (UnB) e o Centro de Investigações e Estudos Superiores em Antropologia Social (Ciesas) se orgulham dessa parceria, na expectativa de que esse diálogo cruzado possa iluminar o que compartilhamos, assim como o contraste de visões sobre as Ciências Sociais e a América Latina. A Biblioteca de Antropologia e Ciências Sociais Brasil-México também é produto de parcerias com as embaixadas dos dois países, que apoiaram as traduções nas duas direções. No que concerne a México profundo, devemos um agradecimento especial à embaixadora Beatriz Paredes, que não poupou esforços para viabilizar esta tradução.

Dados Técnicos
Páginas: 334
Peso: 433g
ISBN: 9788523010027