O Otelo Brasileiro de Machado de Assis, livro de Helen Caldwell

O Otelo Brasileiro de Machado de Assis

editora: ATELIE
O Otelo Brasileiro de Machado de Assis, de Helen Caldwell, é considerado um clássico dentro dos estudos machadianos e consta de quase toda boa bibliografia sobre a obra do velho bruxo do Cosme Velho. O livro, publicado nos Estados Unidos, em 1960, nunca tinha sido traduzido para o português até ser publicado pela Ateliê Editorial em 2002, preenchendo uma lacuna de mais de 40 anos. Agora o estudo de Caldwell é relançado pela Ateliê na tradução de Fábio Fonseca de Melo.     Os dois estudiosos mais destacados da obra de Machado - o inglês John Gledson e o brasileiro Roberto Schwarz - nunca ... [Leia mais]
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Descrição
O Otelo Brasileiro de Machado de Assis, de Helen Caldwell, é considerado um clássico dentro dos estudos machadianos e consta de quase toda boa bibliografia sobre a obra do velho bruxo do Cosme Velho. O livro, publicado nos Estados Unidos, em 1960, nunca tinha sido traduzido para o português até ser publicado pela Ateliê Editorial em 2002, preenchendo uma lacuna de mais de 40 anos. Agora o estudo de Caldwell é relançado pela Ateliê na tradução de Fábio Fonseca de Melo.     Os dois estudiosos mais destacados da obra de Machado - o inglês John Gledson e o brasileiro Roberto Schwarz - nunca deixaram de reconhecer a importância desse estudo para a análise do romance Dom Casmurro, obra-prima da literatura universal. Coube a Caldwell abrir uma porta que passou muitos anos fechada, impedindo, assim, uma leitura mais consistente do livro, que deixasse de lado a discussão rasa e o tom malicioso sobre a personalidade de Capitu. Todos devem se lembrar da pergunta capciosa do narrador Bentinho Santiago: "O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente". Trocando em miúdos, se ela já trazia em si o traço da traição. Quantos estudantes de direito, em brincadeiras universitárias, não colocaram Capitu no banco dos réus, deixando o ilustre Bentinho assistir tudo de camarote?     Caldwell trouxe novos elementos e acabou com a farra machista. Como disse Schwarz, a pesquisadora colocou "a descoberto o artifício construtivo da obra, a idéia insidiosa de emprestar a Otelo o papel e a credibilidade do narrador, deixando-o contar a história do justo castigo de Desdêmona. No básico, a charada literária que Machado armara estava decifrada". Ela tirou o ciumento Bentinho do lugar cômodo em que se encontrava e revelou que a palavra, desde a primeira linha, sempre esteve em suas mãos. Era ele quem manipulava seu discurso. E a pista, além da narração em primeira pessoa, estava no próprio romance, numa passagem em que ele vai ao teatro e assiste a uma representação de Otelo, de Shakespeare. Mas para chavear com precisão essa porta Caldwell levou a sério algumas recomendações plantadas aqui e ali por Machado de Assis, tanto nos romances, como nos contos e crônicas, em especial a de o lermos sempre "com atenção".     O primeiro passo da pesquisadora foi buscar em Machado as citações de Shakespeare espalhadas em sua obra, de forma constante. "Mas o núcleo de meu estudo" - escreve ela - "consiste em responder duas questões suscitadas diretamente do próprio Dom Casmurro, uma subsidiária à outra. A questão principal é: 'A heroína é culpada de adultério?'; a subsidiária, 'por que o romance é escrito de tal forma a deixar a questão da culpa ou inocência da heroína para decisão do leitor?'" De acordo com ela, a segunda questão nem sequer chegou a passar pelas cabeças dos diversos críticos que cuidaram da obra no Brasil. E nela estava a chave que perseguiu em seu estudo, vasculhando referências, nomes das personagens, símbolos etc.     Como assinala o professor de teoria literária Joaquim Alves de Aguiar, na orelha do livro, "os leitores em geral, e os estudantes em particular, podem agora acompanhar mais de perto as questões polêmicas que o livro - protestante (mas sem sombra de doutrinamento), shakespeariano e, talvez, feminista, antes que o feminismo virasse moda - suscitou".Assista ao Livroclip desta obra! Helen Caldwell (1904-1987) foi pesquisadora e professora da Universidade da Califórnia, ensinando em diversas áreas, como literatura grega e latina. Especializou-se na obra do brasileiro Machado de Assis, traduzindo para o inglês alguns de seus livros como Helena, Dom Casmurro, Esaú e Jacó, Memorial de Aires, além de um volume de contos machadianos. Também estudou dança japonesa com o coreógrafo japonês Michio Ito, sobre quem escreveu um estudo, depois publicado em livro.

Dados Técnicos
Peso: 276g
ISBN: 9788574800936