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Este livro deve sua existência à publicação em 1977 de Cinéma et Histoire, de Marc Ferro. Até então ignorados pelos historiadores, os filmes adquirem então status de fonte e agente da história. Foi assim que pesquisadores brasileiros e franceses puderam voltar sua atenção para o filme como modo de representação dos processos históricos, ou pensa-los como “lugar de memória e de identidade que se cruzam no discurso fÃlmico.”
Organizado por Jorge Nóvoa (UFBA), Soleni Biscouto Fressato (UFBA) e Kristian Feigelson (Paris III), Cinematógrafo – um olhar sobre a história, publicado pela Editora UNESP, divide-se em três partes: “O laboratório Teórico”, “Laboratório da Re-escrita da História – a segunda guerra e suas representações” e “Laboratórios Cruzados: filmes, memórias e identidades – representações do pós-II Guerra”, e termina com o epÃlogo “A cegueira branca pode ser a última. Olhares sobre um mundo mais que em crise>”. Um foco teórico pouco conhecido no Brasil.
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